Pequenas e médias indústrias de suínos ganham manual
Os pequenos e médios frigoríficos de carne suína ganharam um Manual de Industrialização de Suínos para balizar todos os processos desta etapa. O livro é parte do esforço da cadeia da suinocultura para aumentar o consumo de carne no Brasil, hoje na casa de 15,5 quilos por habitante ao ano. “Isso é um quarto da média europeia, é muito baixo. Há muito preconceito contra a carne suína, as pessoas a associam a uma carne gorda, mas o que existia há 50 anos é diferente da realidade de hoje”, diz Nilo de Sá, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), entidade responsável pela elaboração do material.
Lançado pela ABCS, o manual foi financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), teve apoio do Sebrae e foi elaborado em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A obra passa pelos mais diversos temas, desde bem estar animal, recepção dos animais no abatedouro, padronização de carcaças, embalagem, apresentação dos cortes e refrigeração. “O material é rico tecnicamente e acreditamos que pode servir como base para treinamentos sobre boas práticas na agroindústria”, diz Sá. Por sinal, a ABCS está montando um grupo de consultores para desenvolver um treinamento baseado no livro. “Quando houver demanda, mandaremos este pessoal para dar o treinamento”, explica o diretor-executivo. Para o coordenador da carteira de suinocultura da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional, João Fernando Nunes de Almeida, o manual vai ampliar as oportunidades para os pequenos e médios frigoríficos ligados ao setor. “É uma ferramenta importantíssima para capacitar os pequenos negócios que atuam no elo da industrialização. O manual traz informações e aplicação prática, melhorando os padrões da gestão, implementando novas técnicas de inovação, o que aumenta a competitividade para as pequenas agroindústrias que processam a carne suína”, diz Disponível para download no link, a obra é o segundo passo no esforço de trabalhar a cadeia da suinocultura e aumentar o consumo de carne suína no Brasil. A primeira etapa aconteceu no ano passado com o lançamento de um livro voltado a parte de produção, ou seja, às granjas. O material também pode ser acessado clicando aqui. Pontos de atenção As dificuldades variam muito de um frigorífico para outro, mas uma queixa frequente é que os animais chegam para o abate com lesões e fraturas, o que prejudica a qualidade da carne. “Isso significa que o animal foi estressado para o abate, o que vai resultar em uma carne DFD e PSE, termos em inglês que significam que a carne está escura, firme e seca ou pálida com consistência mole”, diz Sá. Outro aspecto que o manual enfoca é o tamanho dos cortes da carne. “Nas gôndolas é preciso ter cortes porcionados. Um casal não vai comprar um pernil de porco de oito quilos”, explica o diretor-executivo. Fonte: PorkWorld
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