Preços da carne disparam nos frigoríficos
O relatório do primeiro trimestre do Rabobank, sobre a indústria de carne suína, prevê que 2015 continuará sendo um ano turbulento, com a incerteza sobre a possível recorrência do vírus da Diarreia Epidêmica Suína (PEDv), a Febre Suína Africana (ASF), o embargo russo e da evolução da taxa de câmbio em todo o mundo. De acordo com o relatório, o mercado de suínos global experimentou uma mistura em 2014, conduzindo às maiores altas de preços nas Américas e em partes do sudeste da Ásia, e a proibição russa que criou um ambiente de super oferta na UE, sem mencionar um enfraquecimento contínuo na China. "Impulsionado pelo crescimento da produção, após a PEDv, o Rabobank espera mais um esfriamento dos mercados, em decorrência da pressão sobre os preços do primeiro trimestre deste ano", afirma Albert Vernooij, analista de proteína animal do Rabobank. Nos EUA e no México, após a disseminação do vírus, o tamanho da recuperação vai ditar os mercados locais, com a melhoria da produção e o declínio dos preços. Especialmente nos EUA, o aumento da competitividade dos preços será parcialmente compensado pelo dólar fortalecimento. No entanto, mesmo em declínio, a perspectiva da rentabilidade para o produtor permanece positiva. As expectativas da UE continuam fracas para o primeiro trimestre de 2015, com a continuidade do consumo pressionado. Os únicos sinais positivos são a queda do valor do euro e as negociações retomadas na Rússia, com países da UE para reabrir parcialmente o mercado, sendo que ambos vão apoiar as exportações. Brasil e China vão experimentar um primeiro trimestre positivo. A indústria brasileira será amparada pela procura interna e pelas exportações. Na China, o declínio no rebanho de matrizes será apenas parcial, compensado pelo aumento da produtividade, resultando na pressão da produção, que deve sustentar os preços. Fonte: PorkWorld
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